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Entenda as necessidades para elaborar e a importância de manter em dia o Laudo SPDA.

A realização de um laudo técnico de para-raios, ou SPDA, deve ser feita por profissionais qualificados. Para a elaboração, empresas especializadas em sistemas de proteção oferecem serviços para o desenvolvimento desse documento. Além disso, é necessário dispor de equipamentos específicos para fazer a análise detalhada dos para-raios, criando um laudo com todas as informações necessárias.

O laudo SPDA não pode ser emitido e assinado por qualquer profissional, esse documento deve ser feito por profissionais e empresas habilitadas com registro em seus respectivos conselhos. É necessário frisar que apenas este profissional em específico pode realizar a análise e criar o laudo técnico de para-raios.

Há duas validades possíveis, que são recomendadas pela NBR-5419/2015, de um laudo técnico de SPDA. A primeira é a validade de 1 ano para sistemas expostos à corrosão atmosférica e a segunda é de 3 anos para os demais sistemas. Indica-se, no entanto, que a avaliação seja anual. Assim, alguns órgãos, como o Corpo de Bombeiros, exigem essa periodicidade a cada ano. Além disso, é necessário a realização de inspeções semestrais, para garantir que o sistema esteja funcionando corretamente e que não haja sinais de corrosão, oxidação e rompimento de cabos.

Um laudo do Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas (SPDA) é um documento técnico, em que diversas informações fundamentais sobre a instalação devem estar presentes. Dessa forma, o documento deve conter as seguintes informações:

•Ensaio de continuidade de sistema estruturais e comprovando sua eficácia;
•Descrição detalhada do sistema de captação;
•Informações sobre as descidas e malha de aterramento;
•Imagens com condições físicas e técnicas dos elementos do para-raios;
•Análise de riscos com memorial de cálculo justificando seu dimensionamento e classificação de risco e método considerado para cada edificação existente;
•A descrição da MPS (Medidas de Proteção contra Surto) adotadas na edificação para o controle de risco e segurança;
•Inspeção técnicas de conexões dos elementos do SPDA;
•Compatibilização do SPDA implantado com os projetos executivos;
•Análise de riscos por meio de esfera rolante e verificação das distâncias do sistema conforme classe de risco para cada edifício;
•Fechamento das malhas de aterramento;
•A quantidade dos elementos e distância de captores, descidas e malhas;
•Aterramento e objetos metálicos acima da edificação;
•Operação de equipamentos elétricos de proteção contra surto;
•Pontos de corrosão no sistema;
•As conexões e fixação;
•Descrição detalhada e inspeção apontando a conformidade, não conformidade e recomendações técnicas com os planos de ações para medidas corretivas com grau de risco e criticidade e outras informações necessárias.

A ausência do laudo pode prejudicar a operação do negócio de diversas formas. Sem ele, pode ser complicado obter uma certificação ISO, renovar o alvará de funcionamento da empresa ou acionar a seguradora para cobrir um sinistro referente a perdas por raios conforme a ANBT NBR 5419:2015.

Outro ponto relevante a ser levado em consideração é que, no caso de descargas e acidentes e a falta de cumprimento da lei, o responsável pela empresa vai responder civil e criminalmente pela ocorrência.

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